Prédio da FIESP iluminado de roxo alerta sobre Alzheimer numa parceria com ABRAzSP!


A partir das 19 horas desde 22 de Setembro: Prédio da Fiesp iluminado de Roxo A cada 3 segundos há um caso novo de demência no mundo. A Doença de Alzheimer é a maior parte delas. E infelizmente o diagnóstico ainda é tardio no Brasil.


Em 2050 estimam-se 152 milhões de pessoas com demência, sendo que 68% delas estarão em países de baixa e média renda. Daí a importância de conscientização da população brasileira. Ter o diagnóstico correto e precoce é fundamental para que se instale um tratamento adequado, retarde as fases de evolução da doença, e aumente a chance de qualidade de vida para o paciente. A Doença de Alzheimer é uma doença considerada ‘coletiva’ pois afeta a família toda e a comunidade na qual está inserida. Outro aspecto fundamental é que as pesquisas indicam que há diversos fatores chamados de protetores que ajudam a prevenir o desenvolvimento da Doença de Alzheimer. No mínimo, retardar seu aparecimento. A exemplo de atividade física regular, alimentação saudável como a ‘mediterrânea’, o não tabagismo entre outras medidas de um estilo de vida saudável. Outra questão importantíssima para o enfrentamento das demências é o combate ao estigma. O preconceito leva à vergonha, o esconder do indivíduo e o impede de ter acesso ao atendimento médico precoce e dificulta o acesso às associações de apoio e às informações de qualidade. Porém, o desconhecimento em relação até mesmo aos sinais de alerta por parte da população é enorme, o que requer maior divulgação. A Associação Brasileira de Alzheimer Regional São Paulo, mesmo nesses tempos de pandemia, tem procurado desenvolver várias ações de conscientização e apoio, enfatiza o presidente da entidade, o geriatra dr Jean Pierre de Alencar: mantém grupos online para acolher pacientes, familiares e cuidadores; desenvolveu no próprio dia 21, a III Jornada Paulista de Alzheimer com uma programação científica impecável. As sete palestras foram realizadas online e gratuitamente aos inscritos. “Muito importante compartilhar conhecimento”, reforça a diretora científica da ABRAzSP, a neurologista dra Ana Luisa Rosas. Roxo – a cor do Alzheimer no prédio da FIESP


E numa parceria da ABRAzSP com o Comitê de Saúde - COMSAÚDE da FIESP para marcar o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, o prédio da FIESP iluminado de ‘Roxo’ = a cor que simboliza a luta contra o Alzheimer. "A iluminação no prédio no dia 22 de setembro é um alerta em Avenida Paulista para a importância de conscientizarmos sobre a Doença de Alzheimer", comemora dr Jean Pierre de Alencar. Para esta enfermidade ainda sem cura e que tanto sofrimento gera às pessoas, adotar medidas preventivas, ajudar a alertar a população para que o diagnóstico seja cada vez mais precoce e que o tratamento seja correto e com adesão adequada, com certeza, é uma necessidade urgente. Até em função do envelhecimento acelerado da população brasileira, já que a Doença de Alzheimer costuma ocorrer principalmente na pessoa idosa. Veja o vídeo do alerta sobre Alzheimer na av Paulista:



(fotos e vídeo por Jean Pierre de Alencar e Claudia Gregório) III Jornada Paulista de Alzheimer A 3ª Jornada realizada pela Associação Brasileira de Alzheimer Regional São Paulo, com apoio da Cristália e da Libbs, teve mais de 600 inscritos que acompanharam a programação dos temas abaixo: - Doença de Alzheimer – Cenário atual – Como caminhamos no Brasil – Aspectos epidemiológicos – Custo e Impacto (Dr Jean Pierre de Alencar) - Diagnóstico e fases da Doença de Alzheimer, os principais exames complementares e tratamento farmacológico (Dr Paulo Renato Canineu) - Alterações comportamentais das Demências e manejo farmacológico (Dra Ana Luisa Rosas) - Os fatores de risco modificáveis e não modificáveis em DA e Doenças Cérebro Vasculares – O que realmente podemos fazer na prevenção (Dra Celene Queiroz Pinheiro de Oliveira) - Manejo não-farmacológico na Demência de Alzheimer (Dra Luciana Cassimiro) - Estimulação Cognitiva (Dra Thaís Bento Lima) - Estimulação física em Demências e prevenção de quedas, como evitar a sarcopenia (Dra Claudia Gregório) Doença de Alzheimer: A Doença de Alzheimer é uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família. Seu nome oficial refere-se ao médico Alois Alzheimer, o primeiro a descrever a doença, em 1906. Ele estudou e publicou o caso da sua paciente Auguste Deter, uma mulher saudável que, aos 51 anos, desenvolveu um quadro de perda progressiva de memória, desorientação, distúrbio de linguagem (com dificuldade para compreender e se expressar), tornando-se incapaz de cuidar de si. Após o falecimento de Auguste, aos 55 anos, o Dr. Alzheimer examinou seu cérebro e descreveu as alterações que hoje são conhecidas como características da doença. Não se sabe por que a Doença de Alzheimer ocorre, mas são conhecidas algumas lesões cerebrais características dessa doença. As duas principais alterações que se apresentam são as placas senis decorrentes do depósito de proteína beta-amiloide, anormalmente produzida, e os emaranhados neurofibrilares, frutos da hiperfosforilação da proteína tau. Outra alteração observada é a redução do número das células nervosas (neurônios) e das ligações entre elas (sinapses), com redução progressiva do volume cerebral. Estudos recentes demonstram que essas alterações cerebrais já estariam instaladas antes do aparecimento de sintomas demenciais. Por isso, quando aparecem as manifestações clínicas que permitem o estabelecimento do diagnóstico, diz-se que teve início a fase demencial da doença. As perdas neuronais não acontecem de maneira homogênea. As áreas comumente mais atingidas são as de células nervosas (neurônios) responsáveis pela memória e pelas funções executivas que envolvem planejamento e execução de funções complexas. Outras áreas tendem a ser atingidas, posteriormente, ampliando as perdas. Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico. (fonte: Abraz) · A ABRAzSP é uma associação sem fins lucrativos que tem como objetivo amparar as famílias das pessoas com demência, realizar ações de esclarecimento ao público, grupos de apoio e jornadas científicas. Mais informações pelo site: http://www.abraz.org.br/

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