top of page

Diagnóstico

Quando falamos em diagnóstico de Alzheimer atualmente, os dados mais citados por entidades como a Associação Brasileira de Alzheimer, a Federação Brasileira das Associações de Alzheimer e a Alzheimer's Disease International mostram um cenário ainda preocupante — especialmente em relação ao subdiagnóstico.​​

Segundo relatórios recentes da ADI:

  • A cada ano, surgem cerca de 10 milhões de novos casos.

  • A previsão é que esse número ultrapasse 130 milhões até 2050, devido ao envelhecimento populacional.

  • Estima-se que até 75% das pessoas com demência no mundo não tenham diagnóstico formal, principalmente em países de média e baixa renda.

O Alzheimer representa 60% a 70% de todos os casos de demência.

No Brasil, as estimativas mais utilizadas indicam:​​

  • Aproximadamente 70% dos casos não estão formalmente diagnosticados.

  • O diagnóstico costuma ocorrer tardiamente, muitas vezes em fase moderada.

Isso significa que muitas pessoas passam anos com sintomas atribuídos apenas ao “envelhecimento normal”, depressão ou “esquecimento da idade”.

As entidades apontam alguns fatores principais:

  • Baixa percepção inicial dos sintomas.

  • Falta de informação da população.

  • Estigma.

  • Dificuldade de acesso a avaliação especializada.

  • Sobrecarga da Atenção Primária.

  • Pouca sistematização de protocolos de rastreio cognitivo.

Há um movimento internacional — inclusive no Brasil — para:

  • Diagnóstico mais precoce

  • Fortalecimento da Atenção Primária

  • Capacitação de profissionais

  • Uso de biomarcadores (em contextos especializados)

  • Integração com políticas públicas (como o Plano Nacional de Demências em discussão)

 

A lógica está mudando:
Hoje se fala menos em “diagnosticar quando já está grave” e mais em diagnóstico oportuno, que permita planejamento, organização familiar e intervenções não farmacológicas precoces.

 

Importante sabermos que, em geral, na Doença de Alzheimer os sintomas surgem lentamente (meses ou anos) com uma piora progressiva das funções cerebrais.

Instrumentos atuais para Diagnóstico de Alzheimer:

 

O diagnóstico da doença de Alzheimer não é feito por um único exame isolado. Ele é clínico, apoiado por avaliação cognitiva, exames complementares e, em alguns casos, biomarcadores.

1. Avaliação clínica e cognitiva (base do diagnóstico)

É o primeiro e mais importante passo.

Inclui:

  • Entrevista com a pessoa e familiar

  • Avaliação funcional (impacto na vida diária)

  • Testes cognitivos padronizados (como MEEM, MoCA e outros)

  • Investigação de humor, sono e outras condições que podem simular demência

O diagnóstico começa aqui. Nenhum exame substitui essa etapa.

2. Exames de imagem

  • Ressonância magnética é a mais utilizada.

  • Pode mostrar atrofia cerebral compatível com Alzheimer.

  • Ajuda a excluir outras causas (tumores, hidrocefalia, AVCs).

 

Em centros especializados, pode-se utilizar:

  • PET cerebral

  • PET amiloide ou tau (ainda pouco disponíveis no Brasil)

 

3. Exames de sangue

Aqui é importante esclarecer:

  • Exames de sangue comuns não diagnosticam Alzheimer.

  • Eles servem para excluir outras causas de perda de memória (hipotireoidismo, deficiência de B12, infecções, alterações metabólicas).

 

Novos exames sanguíneos com biomarcadores (como beta-amiloide e proteína tau) estão sendo desenvolvidos e já mostram bons resultados em pesquisa.

Porém:

  • Ainda não são indicados como rastreamento populacional.

  • Não substituem avaliação clínica.

  • Devem ser usados em contexto médico especializado.

4. Exame do líquor (punção lombar)

Pode identificar proteínas características do Alzheimer (beta-amiloide e tau).
É mais utilizado em casos de dúvida diagnóstica ou em centros especializados.

 

5. Testes de saliva

Estão em fase de pesquisa.

Alguns estudos investigam biomarcadores salivares relacionados a inflamação e proteínas associadas ao Alzheimer, mas:

  • Ainda não são exames clínicos disponíveis.

  • Não são recomendados para diagnóstico ou rastreio.

  • Precisam de validação científica robusta.

 

Alerta:

Nem toda perda de memória é causada por Alzheimer. 

Há outras demências como a Vascular, Demência com corpos de Lewy, Demência na Doença de Parkinson e Demência frontotemporal, entre outras. Há também sintomas causados por efeitos colaterais de medicamentos e deficiências de vitaminas. Portanto, o ideal é sempre consultar um médico.

"As informações e sugestões contidas neste site tem caráter meramente informativo. Elas não substituem consulta, aconselhamento e acompanhamento de médicos, psicólogos, nutricionistas, gerontólogos e outros profissionais especialistas.”

© 2019 by Tudo sobre Alzheimer - Faz Muito Bem  |  Política de Privacidade

bottom of page