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O que é?

A Doença de Alzheimer é uma condição neurológica progressiva e neurodegenerativa.

Isso significa que ela afeta o cérebro de forma gradual, causando perda progressiva de neurônios e conexões cerebrais.

Com o tempo, compromete funções cognitivas como:

  • Memória

  • Atenção

  • Linguagem

  • Orientação no tempo e no espaço

  • Capacidade de planejamento e julgamento

 

Além disso, pode provocar alterações comportamentais e emocionais.

O Alzheimer é a causa mais comum de demência no mundo.

Quantas pessoas vivem com Alzheimer?

De acordo com a Alzheimer's Disease International (ADI):

  • Mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo.

  • Cerca de 60% a 70% dos casos são de Doença de Alzheimer.

  • A previsão é que esse número ultrapasse 130 milhões até 2050, em razão do envelhecimento populacional.

 

No Brasil, segundo estimativas utilizadas pela Federação Brasileira das Associações de Alzheimer:

  • Entre 1,2 e 1,8 milhão de pessoas vivem com demência, sendo o Alzheimer a principal causa.

  • Muitos casos ainda não são diagnosticados ou são identificados tardiamente.

O que acontece no cérebro?

Hoje sabemos que o Alzheimer não começa quando surgem os sintomas.
As alterações cerebrais podem iniciar anos ou até décadas antes.

Entre as principais alterações observadas estão:

  • Acúmulo de proteína beta-amiloide, formando placas no cérebro

  • Alteração da proteína tau, que forma emaranhados dentro dos neurônios

  • Inflamação cerebral

  • Perda progressiva de neurônios e conexões

 

Essas alterações comprometem a comunicação entre as células cerebrais.

Os chamados biomarcadores (detectados por líquor, PET ou exames sanguíneos em desenvolvimento) ajudam a identificar essas mudanças, especialmente em contextos especializados.

Eles vêm transformando a compreensão científica da doença, mas o diagnóstico clínico continua sendo fundamental.

O que causa o Alzheimer?

Ainda não existe uma causa única definida.

A doença é considerada multifatorial, envolvendo:

  • Envelhecimento (principal fator de risco)

  • Fatores genéticos

  • Fatores cardiovasculares

  • Inflamação

  • Estilo de vida

  • Condições de saúde ao longo da vida

A maioria dos casos ocorre após os 65 anos, mas existem formas mais raras que podem surgir mais precocemente.

Existe cura?

Atualmente, não há cura para a Doença de Alzheimer.

No entanto:

  • Há tratamentos que podem retardar sintomas.

  • Intervenções não farmacológicas ajudam a preservar autonomia.

  • Novas terapias modificadoras da doença estão sendo estudadas e já começam a ser utilizadas em alguns países para fases iniciais.

Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a possibilidade de planejamento e intervenção adequada.

Por que se chama Alzheimer?

O nome homenageia o médico alemão Alois Alzheimer.

Em 1906, ele apresentou em um congresso científico o caso de sua paciente, Auguste Deter, que apresentava perda de memória, alterações comportamentais e declínio progressivo.

Após sua morte, ao examinar o cérebro, descreveu as placas e emaranhados que até hoje são características da doença.

Mais de um século depois, sua descrição continua sendo base da compreensão científica do Alzheimer.

Um ponto essencial

O Alzheimer é uma doença do cérebro.
Mas não define totalmente quem a pessoa é.

Por trás do diagnóstico existe uma história, vínculos, afetos e identidade que permanecem.

Conhecer a doença é o primeiro passo para cuidar melhor — e com mais humanidade.

 

Referências

– Alzheimer's Disease International. World Alzheimer Report 2023.
– Alzheimer's Association. 2024 Alzheimer’s Disease Facts and Figures.
– National Institute on Aging. Alzheimer’s Disease Fact Sheet, 2024.
– Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Alzheimer (versão mais recente).
– The Lancet Commission. Dementia prevention, intervention and care: 2024 update.

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