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O que muda com o novo PCDT no Brasil?

 


Pouca gente sabe, mas o cuidado da Doença de Alzheimer no SUS é orientado por um documento técnico oficial chamado Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).


O PCDT define critérios de diagnóstico, indicação de medicamentos, acompanhamento e organização do cuidado na rede pública.


Quando ele é atualizado, isso significa que o país revisou evidências científicas e ajustou suas recomendações.


E isso impacta diretamente a vida de milhões de brasileiros.


O que é o PCDT?


O PCDT é elaborado pelo Ministério da Saúde com base em evidências científicas avaliadas pela CONITEC.


Ele estabelece:

  • Como deve ser feito o diagnóstico no SUS

  • Quais medicamentos podem ser oferecidos

  • Em que fase da doença

  • Quais exames são necessários

  • Como deve ser o acompanhamento


Ou seja: ele organiza o cuidado público de forma padronizada.


O que o novo PCDT reforça?


Entre os pontos mais relevantes:

✔️ Valorização do diagnóstico clínico estruturado

✔️ Uso racional de medicamentos já disponíveis no SUS

✔️ Critérios claros para início e manutenção de tratamento

✔️ Importância do acompanhamento contínuo

✔️ Reconhecimento do papel da Atenção Primária


O documento também reforça que o tratamento não é apenas medicamentoso.

O cuidado multiprofissional é parte fundamental da abordagem.


Sobre os medicamentos


O SUS disponibiliza:

  • Donepezila

  • Rivastigmina

  • Galantamina

  • Memantina


O PCDT define em quais estágios cada um pode ser utilizado e quando deve ser suspenso.

Isso evita uso inadequado e garante acesso mais organizado.


E a Atenção Primária?


Um dos avanços importantes é o reconhecimento do papel da Atenção Primária no rastreio e acompanhamento.

Nem todo paciente precisa iniciar o cuidado apenas em centros especializados.

Fortalecer a porta de entrada reduz atrasos diagnósticos.


Por que isso é relevante no Brasil?


O Relatório Nacional sobre Demências (ReNaDe) mostrou que o país ainda enfrenta:

  • Diagnóstico tardio

  • Desigualdade de acesso

  • Sobrecarga familiar

  • Falta de organização da linha de cuidado


Um PCDT atualizado ajuda a estruturar melhor essa rede.

Ele não resolve todos os desafios.Mas estabelece um padrão nacional.


O que a família precisa saber?


O PCDT:

  • Garante direito ao tratamento pelo SUS

  • Define critérios claros

  • Dá respaldo técnico às equipes de saúde

  • Reduz decisões baseadas apenas em opinião


É uma ferramenta de política pública.

E política pública salva tempo, organiza recursos e reduz desigualdades.

O cuidado da Doença de Alzheimer precisa ser técnico, ético e humano.

O PCDT é um passo nessa direção.

 

 
 
 

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"As informações e sugestões contidas neste site tem caráter meramente informativo. Elas não substituem consulta, aconselhamento e acompanhamento de médicos, psicólogos, nutricionistas, gerontólogos e outros profissionais especialistas.”

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