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Alzheimer é a segunda doença que mais preocupa os brasileiros


Pesquisa Datafolha: levantamento com 2.002 pessoas mostra que o medo da doença cresce no país e já supera preocupações com Aids e Parkinson



Uma pesquisa nacional realizada pelo instituto Datafolha revelou que a Doença de Alzheimer é hoje a segunda doença que mais preocupa os brasileiros quando o assunto é a saúde de familiares ou amigos.


O levantamento ouviu 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todo o país, investigando quais diagnósticos despertam maior temor na população.


O resultado mostra que o Alzheimer ocupa uma posição de destaque entre as preocupações de saúde da população, ficando atrás apenas do câncer.


O dado chama atenção porque a doença, associada ao envelhecimento e à perda progressiva de memória e autonomia, tem impacto não apenas na pessoa diagnosticada, mas também em toda a família e na rede de cuidado.


Ranking das doenças que mais preocupam os brasileiros


Segundo a pesquisa Datafolha, quando perguntados sobre qual doença mais temeriam que atingisse um familiar ou amigo, os entrevistados responderam:


Ranking das doenças mais temidas

  1. Câncer – 75%

  2. Doença de Alzheimer – 13%

  3. Aids – 9%

  4. Doença de Parkinson – 1% 


Embora distante do câncer, o Alzheimer aparece bem à frente de outras doenças crônicas e neurológicas, o que indica um aumento da consciência social sobre o impacto das demências.


Cada vez mais brasileiros convivem com a doença


Outro dado importante do estudo é que 4 em cada 10 brasileiros dizem conhecer alguém com Alzheimer.


Esse contato direto com a doença pode ajudar a explicar por que o tema tem ganhado mais visibilidade. À medida que a população envelhece, cresce também o número de famílias que convivem com algum tipo de demência.


Hoje, estima-se que entre 1,2 a 1,8 milhão de brasileiros vivam com demência, sendo o Alzheimer a forma mais comum.


O medo do Alzheimer e o atraso no diagnóstico


A pesquisa também investigou como as pessoas percebem o diagnóstico precoce das doenças.


Quase todos os entrevistados (99%) concordam que é importante procurar um médico ao perceber os primeiros sinais de Alzheimer.


Mesmo assim, existe um problema frequente: o atraso na busca por ajuda.

  • 88% acreditam que as pessoas procuram ajuda apenas quando os sintomas já estão mais graves

  • 60% dizem que costuma existir um longo intervalo entre os primeiros sinais e a consulta médica 


Isso ocorre porque muitas famílias ainda confundem sintomas iniciais da doença com “esquecimentos normais da idade”.


Por que o Alzheimer assusta tanto?


O Alzheimer provoca uma degeneração progressiva das funções cognitivas, afetando memória, linguagem, capacidade de planejamento e autonomia nas atividades do dia a dia.


Com o avanço da doença, a pessoa pode apresentar:

  • dificuldades de memória recente

  • desorientação no tempo e no espaço

  • mudanças de comportamento

  • perda de autonomia nas atividades cotidianas


Por isso, além da dimensão médica, o Alzheimer envolve também impactos emocionais, sociais e familiares profundos.


Informação e diagnóstico em tempo oportuno fazem diferença


Apesar de ainda não existir cura, o diagnóstico em tempo oportuno (inicial) e o acompanhamento adequado podem melhorar muito a qualidade de vida da pessoa e da família.


Tratamento medicamentoso, estimulação cognitiva, atividade física, adaptação do ambiente e apoio aos cuidadores fazem parte de uma abordagem moderna da doença.


Especialistas lembram que esquecimentos persistentes ou mudanças cognitivas devem sempre ser investigados, independentemente da idade.

 
 
 

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