PERGUNTA:

Atualizado: Ago 18


É verdade que dependendo da dose de quetiapina (se muito alta e por tempo prolongado) pode ocorrer enrijecimento e a pessoa com Alzheimer ficar com dificuldade para andar?

(esta dúvida foi enviada por Ana Maria e também por Romeu Lopes. Os dois cuidam de familiares com Alzheimer que estão com dificuldade de locomoção).



RESPOSTA:

Neurolépticos e Doença de Alzheimer


Por: Dra Ana Luisa Rosas - colaboradora do Tudo sobre Alzheimer.


"Em determinadas situações na doença de Alzheimer, principalmente quando estamos diante de algumas alterações comportamentais como alucinações, agitação, irritabilidade e agressividade, somente o uso dos anticolinesterásicos não basta para controlar esse comportamento.

Precisamos lançar mão de outras classes medicamentosas para conter, melhorar ou amenizar alguns comportamentos como drogas antidepressivas, anticonvulsivantes e os conhecidos neurolépticos ou antipsicóticos representados na maioria das vezes pela quetiapina, risperidona e olanzapina. Existem outros como o haldol mas esses três são os mais usados na demência.

Acontece que seu uso, assim como de qualquer outro medicamento, pode ter efeitos colaterais e um desses efeitos que podem acontecer com o uso dos neurolépticos é o que conhecemos como “impregnação”, situação de maior rigidez e dificuldade de movimentação.

Mas também podemos ter outros efeitos como movimentos anormais de determinados segmentos (oral por exemplo, como se estivessem mastigando o tempo inteiro), sedação, ganho de peso etc.

Em geral, a fase da doença de Alzheimer onde começamos a usar medicamentos para o controle comportamental é a fase moderada / moderada – grave, onde também já pode haver uma deterioração da condição física do paciente e este já pode apresentar sinais de menor mobilidade e deambulação por si só.

Então, nesse caso da pergunta específica que foi feita sobre o uso da quetiapina estar em altas doses piorando a deambulação da paciente, é necessário avaliar o quadro como um todo. É possível que sim, que as duas situações coexistam, mas um bom exame físico consegue nos mostrar o caminho a seguir e se realmente seria o antipsicótico que estaria piorando a deambulação ou apenas a evolução natural da doença."


"As informações e sugestões contidas neste site tem caráter meramente informativo. Elas não substituem consulta, aconselhamento e acompanhamento de médicos, psicólogos, nutricionistas, gerontólogos e outros profissionais especialistas.”

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