PERGUNTA

Como lidar com a pessoa que é acumuladora?

Rita de Cássia que é cuidadora pergunta o que fazer pois a mãe dela junta tudo o que vê pela frente!




RESPOSTA


Por: Eva Bettine que é gerontóloga e preside a ABG (Associação Brasileira de Gerontologia).



"Quando a pessoa não consegue liberar nenhum objeto pessoal ou mesmo junta outras coisas que vai encontrando e desenvolve um apego que a impede de se desfazer daqueles pertences, isto caracteriza um distúrbio de comportamento. Esse transtorno é mais comum em pessoas idosas e é chamado transtorno de acumulação.


Também é relativamente comum em pessoas acometidas pela Doença de Alzheimer e é ainda mais presente quando a pessoa está com sintomas de depressão.


Por isto, a primeira observação a fazer é identificar se a pessoa está com depressão, pois é uma patologia que se tratada pode anular o transtorno de acumulação, pois depressão e acumulação impactam uma mesma área do cérebro responsável pela organização.


Se a pessoa com demência se torna acumuladora, mas não tem sinais de depressão, podemos associar com o frequente temor que a pessoa tem de que os objetos que representam as memórias do seu passado se percam. E aí a pessoa em confusão mental pode acumular, além de seus pertences, até pedaços de objetos quebrados e sujos.


Uma alternativa é afastar a pessoa dessa coleta e mantê-la ligada em outra atividade com a companhia de alguém até que ela se distraia.


E a outra alternativa, ou sugestão, é criar um local de memórias, às vezes se indica uma caixa, mas pode ser algo maior, porém tem que ser delimitado. Um local onde o que a pessoa vá guardando seus bens todos juntos ali e possa revisitar constantemente essa caixa de memórias.


Recomendo que na visita ao geriatra ou neurologista o familiar relate esse comportamento acumulador para que ele verifique se o paciente apresenta quadro de depressão ou de ansiedade e indique uma medicação adequada."

"As informações e sugestões contidas neste site tem caráter meramente informativo. Elas não substituem consulta, aconselhamento e acompanhamento de médicos, psicólogos, nutricionistas, gerontólogos e outros profissionais especialistas.”

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